2018-07-23
O grande aeroporto da pequena cidade de Farnborough – 50 quilômetros a sudoeste de Londres – sediou, de 16 a 22 de julho, o maior evento bienal do mundo na área aeroespacial. Trata-se da “FIA 2018 – Farnborough International Airshow”, na qual mais de 75 países são representados por mais de 1.500 expositores, recebendo um público estimado em cerca de 73 mil visitantes de todo o mundo.
A missão técnica brasileira que visitou a Feira da Aviação para conferir o estado da arte em novas tecnologias no setor aeroespacial é composta pelo Coordenador-Geral de Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Estratégicas do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), Madison Coelho de Almeida, e pelos peritos local e externo, Luiz Guilherme Esmanhoto e Andrea Ranieri, respectivamente, contratados pelo projeto “Estudo em Novas Tecnologias – Aeronaves e Tráfego Aéreo”, no âmbito da Iniciativa de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil.
“Tem sido uma semana de proveitosas visitas técnicas e reuniões. Pudemos assistir a palestras de experts de vários países e visitar estandes dos maiores construtores de aeronaves e motores aeronáuticos (com destaque para pesquisas em baixa emissão de carbono) e de instituições britânicas de CT&I, como as Universidades de Londres, de Leicester e de Cranfield, dentre outras. Sem falar no espaço Aerospace 4.0, que nesta edição da feira destaca processos digitais de industrialização”, relata Almeida.
Segundo o técnico brasileiro, as expectativas de ganho de conhecimento foram superadas, e os objetivos do projeto, de levantamento de cenários e prospecção tecnológica, plenamente atingidos.
“É notório neste evento que não só países tradicionais na atividade aérea estão presentes, como Brasil, Estados Unidos, países da União Europeia, Rússia, China, Japão, Índia, Canadá e Austrália, mas também as nações entrantes, com pujança nesse segmento, como Ucrânia, Turquia, México, Malásia, Indonésia e Romênia. Além, é claro, de países que já representam considerável fatia da inovação tecnológica na aviação, na fabricação de componentes e sistemas, como Áustria, Bélgica e Holanda e, fora da UE, a Suíça”, destaca o especialista brasileiro.
Um dos pontos altos da missão foi a reunião que o grupo teve com a delegação da Direção-Geral para Investigação e Inovação da Comissão Europeia. Participaram o Chefe da Unidade, Sebastiano Fumero, o Chefe-Substituto da Unidade, Andrea Gentili, e o responsável por projetos Pablo Perez-Illana. “Vislumbramos não só possibilidades de trabalho mútuo dos órgãos governamentais, mas também cooperações industriais/tecnológicas, de instituições e companhias europeias e brasileiras. Tais atividades não só enriquecem o projeto e a parceira UE – Brasil, como promovem subsídios para que o Brasil implemente políticas voltadas ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. O ganho é imensurável”, avalia Almeida.
As próximas etapas do projeto contemplam a produção e a divulgação de um estudo até final do ano, além de intercâmbio com os responsáveis pela gestão do tráfego aéreo na UE.
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